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Educação Integral em Pernambuco: Um Modelo que Avança e Desafios a Serem Superados

Pernambuco se destaca como líder nacional em ensino médio integral, mas desafios persistem para expansão no ensino fundamental

Publicada em 11/03/24 às 06:52h - 860 visualizações

por Portal Amparo


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 (Foto: Divulgação/SES-PE)
A modalidade de ensino integral ganha destaque em Pernambuco, evidenciada pelo primeiro lugar no ranking nacional do ensino médio integral, conforme o Censo Escolar de 2023. A ampliação do tempo de estudo é vista como um meio de proporcionar atividades produtivas ao longo do dia, contribuindo para uma construção educacional mais eficaz.

Recife:

A rede de Ensino do Recife conta com 42 escolas de Ensino Fundamental Anos Finais.

Para o ano letivo de 2024, a cidade anunciou a ampliação do ensino integral, chegando a 21 escolas nessa modalidade, representando 50% das unidades dessa etapa de ensino.

A estratégia segue a meta 6 do PNE (Lei nº 13.005/2014), buscando oferecer educação integral em pelo menos 50% das escolas públicas, atendendo a 25% dos estudantes.

Seis novas unidades foram inauguradas em diferentes regiões da capital, totalizando 43% das matrículas em anos finais do ensino fundamental e 60% dos 6ºs anos da Rede Municipal em Tempo Integral.

O secretário de Educação do Recife, Fred Amancio, destaca que a escola em tempo integral tem impactos positivos, contribuindo para minimizar violência, insegurança alimentar e vulnerabilidade social, segundo pesquisas.

Pernambuco:

A Rede Estadual de Ensino possui 593 escolas em tempo integral, incluindo 1 Quilombola e 1 Indígena.

Pernambuco lidera com 66,8% dos estudantes de ensino médio matriculados em instituições de tempo integral, enquanto a média nacional é de 21,9% (Censo Escolar 2023).

Em 2024, foi inaugurada a primeira escola indígena integral do Brasil, a Escola de Referência em Ensino Fundamental e Médio Indígena Capitão Dena, destinada aos alunos do povo Truká no Sertão, em Cabrobó.

Apesar do sucesso no ensino médio integral, Pernambuco enfrenta desafios no ensino fundamental, detendo apenas 11% das matrículas nessa modalidade, abaixo da média nacional (18%). O ex-secretário de Educação de Pernambuco, Mozart Neves Ramos, destaca a falta de articulação e colaboração entre o governo estadual e os municipais para implementar políticas bem-sucedidas no ensino fundamental.

Ramos enfatiza que o ensino médio em tempo integral é uma política de Estado em Pernambuco, iniciada em 2004, e aponta a necessidade de estender essa abordagem ao ensino fundamental para melhorar a qualidade da educação no estado.

Avaliação e Desafios:

Mozart Neves Ramos, representando o Todos pela Educação, destaca que o ensino médio em tempo integral é uma política consolidada em Pernambuco.

Ele aponta a falta de colaboração e articulação para implementar a mesma abordagem no ensino fundamental, ressaltando a necessidade de uma forte cooperação entre governo estadual e municipais.

Ramos também aborda o programa 'Juntos pela Educação', destacando a importância da mobilização e articulação para o sucesso de iniciativas educacionais.

A experiência bem-sucedida no ensino médio integral mostra o potencial transformador desse modelo, mas a superação dos desafios no ensino fundamental requer esforços conjuntos e uma abordagem colaborativa entre os diferentes níveis de governo.



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