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Ana Terezinha e Adriana Lima são condenadas pela morte de Paulo Sperança

Ana Terezinha deve cumprir 19 anos de reclusão e Adriana Lima, 20 anos. Sentenças foram lidas pelo juiz Abner Apolinário

Publicada em 08/04/22 às 06:55h - 93 visualizações

por Portal Folha de Pernambuco


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Ana Terezinha Zanforlin, ex-esposa da vítima, e a advogada Adriana Lima são condenadas pelo assassinato de Paulo Sperança  (Foto: Marconi Meireles // Folha de Pernambuco)
Na noite desta quinta-feira (7), as rés Ana Terezinha Zanforlin Sperança e Adriana Lima Castro de Santana foram condenadas pelo envolvimento no assassinato do dentista e professor universitário Paulo Augusto Sperança, ocorrido em 2010. Elas foram consideradas culpadas pelo júri popular pela prática de homicídio triplamente qualificado pelos motivos torpe, fútil e pelo uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O julgamento durou três dias. 

A ex-esposa da vítima e psicóloga, Ana Terezinha, foi condenada a cumprir 19 anos de prisão. Já a advogada Adriana Lima, deverá cumprir 20 anos de prisão. Durante depoimento, a psicóloga Ana Terezinha Zanforlin Sperança confessou participação na morte do marido. A declaração possibilitou a redução da pena em um ano. 

As duas penas devem ser cumpridas em regime fechado. As sentenças foram lidas pelo presidente do júri, o juiz Abner Apolinário, no Fórum Thomas de Aquino, no Centro do Recife.


“O crime foi cometido com dor, pois os golpes de faca foram desferidos em regiões vitais do corpo da vítima, evidenciando, assim, a vontade de matar. A culpabilidade é plena posto que as rés agiram de forma premeditada, com extrema frieza e com total consciência da ilicitude do fato, estando predeterminada na realização da conduta criminosa”, destacou o juiz durante a leitura da sentença. 

Leitura das sentenças de Ana Terezinha e Adriana Lima. Foto: Arthur Mota/ Folha de Pernamambuco
 
Apesar da condenação, as rés responderão em liberdade até o tribunal julgar a apelação. “Ana cumpriu mais de 6 anos de prisão, ela estava presa em relação a esse crime. Se o réu é condenado, a pena tem que ser diminuída e é considerado o tempo que ele já estava prese. Elas não vão imediatamente para a prisão e podem ficar soltas até o tribunal julgar a apelação. O tribunal pode confirmar ou pode mandar realizar novo júri se entender que há um defeito nesse júri”, pontuou o juiz.  

O filho e a irmã de Paulo Sperança, Victor Sperança e Maria de Fátima Sperança, respectivamente, se sentiram indignados pelo fato das rés não serem presas de imediato. Angústia e dor são sentimentos descritos pelos familiares

“Está sendo um dia muito difícil para a gente, porque são 12 anos de espera, e elas pegaram uma pena, mas a gente soube que elas não vão ser presas agora, elas vão responder em liberdade ainda. É um crime hediondo, por interesse, por maldade. A gente sai hoje com o coração partido, teve a pena, mas quanto tempo vai levar para a justiça ser feita. Isso é muito doloroso e frustrante, estamos tentando digerir ainda”, afirmou o filho da vítima. 

Para a irmã da vítima, Maria de Fátima, as rés responderem em liberdade ainda é uma falta de resposta por parte da justiça

“Nós esperávamos sair daqui colocando um ponto final nessa história, e podendo viver as nossas vidas e com a certeza de que a nossa missão enquanto família foi cumprida sendo feita a justiça. A gente considera uma justiça parcial dentro da crueldade e da maldade que fizeram com Paulo”, pontuou Maria de Fátima. 

De acordo com o promotor de justiça José Edivaldo da Silva, o Ministério Público de Pernambuco recorreu para que as rés sejam presas de imediato

“Em relação à quantidade da pena o Ministério público não se insurge, mas se insurge em relação à liberdade de duas pessoas que cometeram um crime hediondo, que chamou atenção da sociedade e hoje saem pelas portas sem que nada possa responder. O Ministério Público já recorreu com uma apelação para que o tribunal possa analisar, sobretudo, a possibilidade de determinar a prisão das rés”, disse. 

Tanto a defesa de Ana Terezinha, como a de Adriana Lima, vão recorrer da sentença. De acordo com o advogado de Ana, Marcelo Feller, os jurados erraram em não reconhecer a colaboração que a ré prestou à justiça. Já o advogado de Adriana, Emerson Leônidas, fará um recurso ordinário de apelação para o Tribunal de Justiça de Pernambuco para tentar anular o julgamento. Ele afirma que Adriana não tinha motivos para participar do crime. 

Relembre o caso
O crime ocorreu em agosto de 2010. Paulo Augusto foi morto a facadas dentro do consultório psicológico da esposa, no bairro da Torre, Zona Oeste do Recife. O corpo foi encontrado dias depois, dentro do carro dele

Em 2012, dois homens que mataram o professor e confessaram o crime, Adolfo Berto Soares, de 40 anos; e José Amaro de Souza Filho, de 45 anos, foram condenados a 18 anos de prisão. Ana Terezinha e a advogada Adriana Lima Castro de Santana foram acusadas de serem as mandantes intelectuais do crime
 




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